Cirurgia bariátrica: entenda quando ela é necessária

Quando bem indicada, os benefícios da cirurgia bariátrica são inquestionáveis!

A cirurgia bariátrica chega a ser o sonho de consumo de muitas pessoas, inclusive aquelas que não possuem os requisitos fundamental para o procedimento, ou seja, uma obesidade no grau 02 ou mais. Contudo, alguns insistem em tentar esse tipo de intervenção ao invés de iniciar um tratamento que tenha como base uma dieta.

Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de cirurgia bariátrica aumentou 84,73% entre 2011 e 2018 no Brasil.

Mas, e quando a pessoa tem o IMC (Índice de Massa Corporal) abaixo dos 35, ou seja, não é elegível à cirurgia? Entenda agora os melhores caminhos a seguir!

A cirurgia bariátrica não é indicada para fins estéticos

Uma cirurgia bariátrica jamais será voltada para a estética. Sendo assim, os pacientes que não recebem a indicação médica para o devido procedimento precisam se contentar e entender que tal afirmativa do especialista já é um bom sinal. Ou seja, o tratamento clínico e as mudanças na rotina para hábitos saudáveis tornam-se ótimas referências e com resultados animadores.

“Muitas pessoas procuram os cirurgiões querendo operar. Entendem que o IMC não chegou ao patamar que aponta para o procedimento, mas dizem não suportar a luta contra o sobrepeso. Adianto: nesses casos o procedimento cirúrgico é contraindicado”, informa o cirurgião bariátrico Dr. Paulo Reis.

O cálculo do IMC é importantíssimo para a indicação. Ter 100 quilos não significa estar apto para a cirurgia. É preciso incluir, além do peso, outros dígitos.

Essa contagem do IMC acompanha a seguinte fórmula matemática: é calculado dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros). O resultado precisa ficar acima do número 35 para iniciar todos os protocolos de recomendação.

Quando a cirurgia é totalmente indicada

Com um IMC acima de 40, o paciente possui obesidade mórbida. Portanto, ele tem uma indicação formal a ser feita.

Agora, pode acontecer de um paciente com IMC de 35 ou 36 não ter nenhum problema de saúde associado à obesidade. A nova resolução diz o seguinte: se o paciente tiver o índice de massa de 35 para cima sem doença associada, mas que tem o estigma da obesidade (uma depressão por ser obeso, por exemplo), também deve ser indicado.

Os tipos de cirurgia e as indicações

O balão, por exemplo, as vezes as pessoas confundem, é um procedimento endoscópico, não é cirurgia bariátrica. Através de sedação e endoscopia, o chamado ‘balão’ é colocado no estômago da pessoa, sendo insuflado em seguida. Ele ocupa, então, grande parte do estômago trazendo uma saciedade ao paciente. Após 06 meses a 01 ano esse balão pode ser retirado.

No caso de obesidade mórbida, o balão é utilizado na preparação para uma cirurgia. Ele diminui o peso e o procedimento cirúrgico vindouro se torna mais seguro.

“Isso varia muito de cirurgião para cirurgião. Pacientes meus que têm uma obesidade elevada, com o tratamento clínico consegue-se perder a margem de peso necessária sem a utilização do balão”, aponta o Dr. Paulo Reis.

Quanto às outras técnicas, há cirurgias com maiores componentes restritivos que mexem mais no estômago, e aquelas com maiores componentes disabsortivos, essas preservam mais o estômago, porém, faz um maior desvio no intestino do paciente.

Mitos e verdades sobre as cirurgias

- Houve o corte do estômago, mas o paciente voltou a engordar. O estômago esticou de novo?

O estômago pode dilatar. O paciente, ao manter seus hábitos sedentários, tende a instigar essa dilatação. E no caso da cirurgia restritiva (redução do estômago), um pequeno desvio no intestino também foi realizado. Esse intestino tem uma capacidade muito grande de absorção. Por isso é importante que o paciente reeduque a alimentação após a cirurgia, pois o intestino pode voltar a ter uma absorção normal e o paciente ganhar peso.

“O comportamento se torna importantíssimo e entender o mecanismo da cirurgia que mostra que o intestino tem uma absorção muito alta é imprescindível. Ou seja, o pouco que está entrando pode ser absorvido, fazendo com que a pessoa volte a engordar. Esse aumento de peso pode acontecer em até 05 ou 10 anos pós-procedimento”, esclarece o cirurgião.

A cirurgia bariátrica não cura o paciente. Portanto, o período pós-cirurgia é importantíssimo para que ele reveja seus conceitos. Não é o tanto de alimentação que se consome que resultará no aumento do peso ou não. Exemplo: a pessoa deixa a carne de lado, mas passa a comer doce, bebe cerveja todos os dias. Não há milagres.

- É verdade que há uma cirurgia que faz a pessoa ter diarreia constantemente?

Há cirurgias de derivações biliopancreáticas. São aquelas que mexem mais no componente intestinal do paciente e menos na restrição. Acontece que o paciente precisa focar no comportamento.

“Eu questiono o seguinte: o paciente está respeitando o tratamento que foi indicado a ele? Se ele faz a cirurgia e no primeiro ano abusa de frituras e gorduras, precisa entender que o intestino ainda está na fase de adaptação. Portanto, 90% das diarreias são comportamentais. Outros 10% podem ser devido à cirurgia. No segundo caso, entra-se, então, com medicação ou até um reajuste do procedimento. Geralmente eu ajusto a alimentação do paciente e tudo se resolve”, informa o Dr. Paulo Reis.

- O médico escolhe a cirurgia de acordo com o hábito alimentar da pessoa?

Tal análise é feita por muitos cirurgiões. O Dr. Paulo Reis, por exemplo, faz uma apreciação completa dos hábitos alimentares do paciente. Sendo assim, o mesmo é orientado de acordo com a necessidade que ele próprio apontou no consultório. A cirurgia virá de acordo com a melhor condição de adaptação desse paciente durante o período pós-operatório. Contudo, o paciente tem que entender que deverá abrir mão de alguma regalia alimentar.

Idade mínima para a cirurgia

A resolução impõe um limite mínimo de 18 anos de idade para se passar pelo procedimento cirúrgico bariátrico. Há exceções, mas são raras. Quando elas acontecem, é preciso uma preparação via judicial, além de ter maturidade óssea, ou seja, passar pelo pediatra e seguir um protocolo extenso para que a cirurgia seja indicada.

Contraindicações

Pacientes que possuem cardiopatias graves ou uma questão pulmonar delicada, imunodepressão (pacientes que tem um histórico de câncer recente, por exemplo) não estão aptos a passarem pelo procedimento cirúrgico bariátrico.

Cirurgia bariátrica revisional

O Dr. Paulo Reais trabalha com esse tipo de cirurgia desde 2004, que nada mais é do que um novo procedimento realizado em pessoas que já passaram por uma cirurgia bariátrica no passado e voltou a engordar.

“O paciente que por algum motivo voltou a engordar, ao procurar um médico, será avaliado para verificar o que houve com ele. Dependendo do que aconteceu e da técnica utilizada, uma nova cirurgia é feita para reajustar essa questão do ganho de peso”, finaliza o cirurgião bariátrico Dr. Paulo Reis.

Gravidez compromete uma cirurgia bariátrica?

A obesidade é comprovadamente um dos fatores que diminui a fertilidade na mulher. Pacientes que estão tentando engravidar durante alguns anos e não conseguem, após a cirurgia, podem ter boas surpresas.

Contudo, após um procedimento bariátrico, a paciente, ao engravidar, deve ter o acompanhamento de uma equipe médica alinhada à outra de nutrição.

Por último, quando bem indicada, os benefícios da cirurgia bariátrica são inquestionáveis. Quando esse tipo de procedimento é muito bem indicado e direcionado, os acréscimos são reais, portanto, longe de indagações.

A cirurgia bariátrica retoma o paciente às suas condições totais. Inclusive, quando ele emagrece, volta sua autoestima.

Fonte/CRÉDITOS Redação | Dr. TV 

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